Em 2002, a obra
“Ciranda” teve como finalidade primeira representar nossa
passagem
pela vida e mais diretamente pela infância.
Uma caixa de vidro
transparente medindo 40cm em cada face, guarda em seu interior um punhado de
terra. Sobre a terra um sapato de criança repousa, branco. Branco na sua cor e
na significação de pureza, de inocência, de paz. A cor branca do sapato
contrasta com o vermelho da terra, mostra o chão, o retorno. Pelo lado de fora
da caixa, na mesma altura onde se encontra o sapato sobre o monte de terra
estão gravadas as palavras ausência e presença, na transparência do vidro em
faces opostas. A técnica de gravação é o jato de areia onde se obtém um tom de
branco fosco. Olhando pela lateral exterior da caixa, se vê como as palavras se
misturam e se entrelaçam.
O pequeno sapato branco deixa um passado de utilidade para ocupar um presente de significação. Sobre o monte de terra, ele informa algo, comunica fatos, conta histórias, ri, chora, grita e silencia.
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